quarta-feira, 25 de abril de 2012

TRABALHANDO COM A ORTOGRAFIA!

Como ajudar nossos alunos que apresentam dificuldades na escrita? Como trabalhar a ortografia em sala de aula?
Para iniciar o trabalho de ortografia é necessário partir das dificuldades apresentadas pelos alunos na escrita. Para verificar a aprendizagem, o professor poderá utilizar um ditado de palavras ou de frases, onde apareçam as palavras. Outro recurso é solicitar aos alunos formação de frases com as palavras. É importante que o Professor faça uma análise dos cadernos, para realizar o diagnóstico e o planejamento das atividades a serem realizadas!
Uma atividade fácil de ser realizada em sala de aula é o
TREINO ORTOGRÁFICO, em que o professor, após realizado o diagnóstico, planeja o estudo de um conjunto de palavras que atendam a uma dificuldade específica. Exemplo: ss/ x/ ch/ g/ j/ sc.
Cada semana poderá se preparar uma unidade! 
Será realizado um treino deve ser diário com a duração de 10 minutos, estudando duas ou três palavras, de acordo com a seguinte técnica:
1º passo: Olhe a palavra. Pronuncie-a devagar!
2º passo: Olhe a a palavra separando-a em sílabas!
3º passo: Feche os olhos, diga a palavra devagar, letra por letra!
4º passo: Escreva a palavra sem olhar!
5º passo: Se acertou escreva mais duas vezes. Se errou repita todos os passos!

É IMPORTANTE COLOCAR CARTAZES  NA SALA DE AULA COM AS PALAVRAS TRABALHADAS  NA SEMANA E REALIZAR ATIVIDADES DE RECUPERAÇÃO COM OS ALUNOS QUE APRESENTAREM DIFICULDADES NA GRAFIA DAS PALAVRAS ESTUDADAS! 

Outra atividade que deve ser realizada em sala de aula visando auxiliar o trabalho com a ortografia é o USO DO DICIONÁRIO!
Instrumento de grande valor no desenvolvimento da linguagem, indispensável para enriquecer o vocabulário e, principalmente para  a recuperação das deficiências ortográficas.
O seu uso deve ser sistemático a partir do 4º ano, e já pode ser iniciado no 2º semestre do 3º ano, quando as crianças poderão confeccionar o seu próprio dicionário em uma caderneta ou um caderno organizado em ordem alfabética, conforme vão sendo trabalhadas as dificuldades ortográficas as crianças irão registrando as palavras conhecidas em "seu dicionário particular"!
Conhecimento e habilidades essenciais para o uso do dicionário:
1º Localização da palavra;
2º Descoberta da pronúncia da palavra;
3º Descoberta do significado da palavra.

NO DICIONÁRIO ESTÁ O INVENTÁRIO DA NOSSA LÍNGUA!
É IMPORTANTE QUE O PROFESSOR ESTIMULE E ORIENTE O SEU ALUNO A UTILIZÁ-LO!

terça-feira, 24 de abril de 2012

SERÁ QUE SE ENSINA ORTOGRAFIA?

Escrever com correção é fruto de eficaz aprendizagem desde o início da alfabetização!
Será que se ensina ortografia? Escrita correta não será resultado de treinamento? Fruto de atividades de fixação?
Uma das maiores dificuldades da Língua Portuguesa se situa na grafia das palavras. A correlação letra/fonema é deveras incoerente! Mesmo fonema é grafado de diferentes maneiras: letras diferentes /combinações de letras, exemplo:/s/ sei, crescer, cresço, assassino, cedo, caça, excelente, auxílio, exsudar e paz, o que causa dúvidas na maioria das pessoas!
A ortografia precisa ser trabalhada diariamente em sala de aula, de forma sistemática ou incidental!
Ensinar ortografia a partir de regras ortográficas está totalmente superado!
A pessoa se habitua a escrever de forma correta ou incorreta, adquire automatismos. É um processo essencialmente mecânico, onde o exercício  e o constante treinamento para a formação de imagens visuais, auditivas e motoras exercem papel preponderante.
É necessário que o professor tenha presente no processo ensino- aprendizagem, os vários tipos de aprendizagem, variando os estímulos visuais, auditivos e motores.

sábado, 21 de abril de 2012

ORTOGRAFIA

PROFESSOR!
Quantas vezes você tem enfrentado sérios problemas de ortografia  em sua sala de aula? Quantas vezes tem comentado com seus colegas como seus alunos cometem erros na escrita? Trocam letras, deixam de acentuar palavras?
A escrita ao lado da linguagem oral é um instrumento necessário para que a pessoa possa atuar na sociedade, atendendo as exigências da atualidade.
A escrita correta é a imagem refletida do indivíduo! Representa sua cultura, conhecimento e domínio da língua!
Considero, que o trabalho com a ortografia deve ser um dos objetivos essenciais nas séries iniciais do Ensino Fundamental!
Escrever corretamente é fruto de atividades realizadas com base nos 4 aspectos que envolvem a linguagem: Falar, Ouvir, Ler e Escrever!
É responsabilidade sua, Professor, oportunizar atividades que favoreçam a aquisição de mecanismos de fixação da grafia correta!
É importante salientar que nem sempre seus alunos cometem erros na grafia por falta de atenção ou desinteresse. Outros motivos podem existir para cometerem tantos erros na escrita, como problemas de Disortografia, que os levam a cometer erros específicos como: Substituições de letras p/b t/d f/v c/g s/c ss/ç; Omissões de letras, de palavras, de sílabas; Rotações: p/b b/p p/q p/d q/d (bado/dado); Inversões: (los/sol)  (paria/praia) Acréscimos: (muinto/ teim) e Dissociação: (relam pago), bem como, omissão de acentos, pontuação, troca de letras maiúsculas e minúsculas e separação no final da linha.
Quando o aluno apresentar estas dificuldades, ele necessita além das atividades de recuperação, encaminhamento para atendimento especializado.



sábado, 24 de março de 2012

COMPARTILHANDO...

Gostaria de compartilhar com vocês dois artigos, que achei muito interessantes para serem lidos por pais e educadores. Eles foram escritos  pela jornalista, terapeuta reichiana e autora do livro "De bebês de mamães mais que perfeitas!" Claudia Rodrigues e podem ser acessados no site Sul 21.com.br : O crime de dormir com os pais, publicado em 19/11/11 e Crianças do Futuro, no dia 17/02/12.
Vale a pena ler!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

VOLTANDO A DISLEXIA

Tenho observado no meu trabalho, como psicopedagoga, um aumento significativo de crianças que chegam para ser avaliadas com o diagnóstico de Dislexia.
Parece haver um certo modismo, onde todo aluno que apresenta problema no aprendizado é disléxico!
São crianças de 7 anos, que frequentaram o primeiro ano do Ensino Fundamental e não alcançaram sucesso no processo de Alfabetização.
Existem muitos fatores que interferem na aprendizagem: pedagógicos, neurológicos, emocionais, familiares etc...
Não podemos, de maneira alguma, taxarmos de disléxica uma criança, que não consegue aprender a ler no seu primeiro ano de escolaridade.
Costumo sempre dizer aos pais, que as crianças são como as frutas, que não amadurecem todas ao mesmo tempo. Cada uma tem o seu ritmo e o seu tempo de aprender. Elas necessitam de condições favoráveis para que isto possa acontecer, precisam ser estimuladas pela família despertando o  desejo de aprender, através de jogos, brincadeiras e leituras de livros.
É preciso que os pais acreditem em seus filhos, mesmo naqueles que apresentam mais dificuldades e procurem realizar uma parceria com a escola para que a criança seja atendida em suas necessidades e consiga ter sucesso em sua vida escolar!
Quando uma criança não aprende, é porque não consegue, nunca porque não quer!

quinta-feira, 1 de março de 2012

A VOLTA DO VELHO PROFESSOR

Em pleno século XX, um grande professor do século passado voltou á Terra e, ficou abismado com o que viu: as casas altíssimas, as ruas pretas, passando umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas em alta velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor não conhecia (poluição, avião, rádio, metrô, televisão...); os cabelos de umas pessoas pareciam com o tempo das cavernas...e as roupas deixavam o velho professor ruborizado.
muito surpreso e preocupado com a mudança, o professor visitou a cidade inteira e cada vez compreendia menos o que estava acontecendo. Na igreja, levou um susto com o padre que não mais rezava em latim, com o órgão mudo e um grupo de cabeludos tocando uma música estranha. Visitando algumas famílias, espantou-se com um ritual depois do jantar: todos se reuniam durante horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons.. O professor ficou impressionado com a capacidade de concentração de todos: ninguém falava uma palavra diante do aparelho.
Cada vez mais desanimado, foi visitar a escola e, finalmente,sentiu um grande alívio, reencontrando a paz. Ali, tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás da outra, o professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando, escutando...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O BRILHO DO OLHAR DE UM MENINO SOLETRANDO SONS !

Os alunos participantes desta experiência, são crianças entre 8 a 12 anos de idade, com histórico de repetência em uma ou mais séries do currículo.
Eles chegam para a avaliação, tristes, desanimados, sem nenhuma esperança e nem vontade de aprender, acompanhados por mães ou pais cansados de serem chamados nas escolas para resolverem o problema de seus filhos. São mães que durante anos fazem os temas para o filho, que não sabe fazer o que é pedido, porque não sabe ler o que copiou. Assim o caderno fica completo, mas a aprendizagem não acontece e o fracasso vai aparecer na hora da prova, quando a mãe não está por perto ''para ajudar o seu filho''!
Quando uma criança é reprovada duas ou mais vezes ou é aprovada por antiguidade sem conseguir aprender a ler, ela precisa de ajuda! De nada adianta colocar no seu caderno "Você deve se esforçar!"Estudar mais!" Se a criança não aprendeu após dois ou três anos de escolarização é óbvio que ela não consegue sozinha, precisa de recuperação paralela em turno inverso,atendimento em Classe de Recursos Especiais! É necessário retomar o processo de alfabetização, utilizando outro método, outras atividades, que a ajudem a se alfabetizar!
"Não é admissível que crianças frequentem três ou quatro anos uma escola e não se alfabetizem!"Isto é de nossa responsabilidade! Se não conseguimos, vamos procurar ajuda para esta criança!
Este trabalho foi inspirado no "Programa Alfa e Beto do Professor João Batista de Oliveira! No qual ele afirma que: "ALFABETIZAR É REVELAR O SEGREDO DO CÓDIGO!"
Inicio o trabalhando com a criança os sons de todas as letras do alfabeto! O nome da letra dificulta a leitura! O "C" de" Casa", não é o mesmo som do "C " de "Cedo", bem como, o "G" de "Gato",não é o mesmo som "G" de "Gelo".
Observo também as crianças dizendo B mais a Ba ; L mais a La. Acho que esta leitura feita como se fosse uma operação matemática é um processo muito lento, que exige memorização dos nomes das letras, dificultando a leitura!
No segundo momento trabalho com o jogo de memória ou com o Lince, onde o aluno faz a correspondência do som inicial com a palavra e o desenho. Destacando sempre o som inicial. Exemplo:/ E /de Elefante, /L/ de Leão.
Á seguir trabalhamos com as letras que ajudam a formar os sons: a -é-ê-i-ó-o-u-am-om-um-ã-ão.
Realizamos um baile de letras, utilizando a música "Seu Serafim":
Olha aqui Seu Serafim! Esta letra faz assim: BBBBBBB com A, ela faz BA, com E ,ela faz BE, com I,ela faz BI, com O,ela faz BO, com U, ela faz BU. BA-BE-BI-BO-BU!
Segue o baile com outras consoantes, exceto o C e o G, que mudam de som perto do E e do I.
Os alunos portam colares com as letras e ao se aproximarem das vogais dão-se as mãos e formam as sílabas!
Dando continuidade ao trabalho, iniciamos a leitura de palavras simples como: DADO-TATU-MALA-BOTA-SINO-VELA, sempre articulando o sons, dando ênfase a discriminação auditiva!
Utilizamos um jogo de sílabas onde a criança vai formando as palavras de acordo com os desenhos da cartela. Leitura e Cópia das palavras! Ditado e elaboração de frases!
Foi esta experiência que me proporcionou ver o brilho no olhar de um menino de 12 anos,que frequentava uma Classe Especial, há 5anos, soletrando sons dizer:" Pai eu sei ler!"